A ideia dessa viagem surgiu em 2010, quando resolvemos que iríamos para Londres e que Liverpool era obrigatório. Era fundamental irmos junto com meus pais, afinal foi “Seu Paulinho" quem me apresentou o Fab Four quando pequena.
Em novembro de 2010, fui ao meu primeiro show de Paul McCartney. Em maio de 2011, fui ao segundo, dessa vez de bandeira e tudo... É simplesmente impossível não se apaixonar e se emocionar com o jovem Sir. Macca, que me fez ficar ainda mais empolgada com a viagem.
Como já havíamos organizado nossa viagem a Nova York para 2011, tivemos que deixar a viagem à terra da rainha para 2012. O que foi ótimo, pois foram quase dois anos de expectativas, planos, descobertas e emoções.
Além dos "coroas", uma viajante, que é a companheira ideal de viagens, pois topa tudo e aguenta tudo, foi conosco... Fernanda, minha irmã.
Excursão fechada, passageiros animados, período definido ... Vamos às providências práticas....
Não comecei bem pelo começo... A primeira coisa que fiz foi providenciar as reservas no hotel que mais desejamos ficar desde que meu irmão, Rafael, nos mandou o link do site deles, o Hard Days Night Hotel (www.harddaysnighthotel.com/).
Um hotel temático, que fica no lado da Mathew Street, a rua mais animada e histórica de Liverpool. Lá, fica “apenas” o desconhecido Cavern Club... Mas aí, é um post a parte.
Fiz a reservas de 3 quartos no dia 13/07/2011, pelo próprio site do hotel, o que além de garantir nossa estadia, garantiu também um preço muito camarada pelas 3 noites que ficamos lá no “Luxury Room”, £255/quarto.
O segundo passo foi comprar as passagens.
A melhor opção de preço e comodidade foi a Tap,que voava direto tanto de/para Salvador quanto de/para São Paulo (Fernanda foi e voltou por lá), uma escolha que adicionou mais um destino à nossa viagem, Lisboa!
Então, no dia 15/08/2011, emitimos nossas passagens direto pela Tap (como o site estava em manutenção, emiti pelo telefone e eles não cobraram a taxa que eles cobram quando feito via esse meio) para uma viagem mais que sonhada. Eu e Fernanda decidimos ir antes e dar uma “passadinha básica” em Paris, André e meus pais, embarcaram 5 dias depois.
O passo seguinte foi a escolha do hotel. Uma colega do trabalho tinha me indicado ficar em Paddington por ser próximo a um grande terminal de trem e metrô que leva o mesmo nome do bairro. Por não ter muitas referências, segui o conselho e gostei muito, pois além de ser uma região muito agradável, que permite o deslocamento de forma fácil e rápida, é muito perto do Hide Park.
Reservei pelo Decolar. com o Chrysos Hotel (25-27 Norfolk Square, London, W2 1RX/ www.chrysoshotel.com), um hotelzinho bem bacana e simples, com quartos bem amplos e arejados.
Como na volta de Liverpool teríamos que passar mais uma noite em Londres, reservei um hotel diferente e mais barato para conhecer, o Gresham. Um erro! Um hotel péssimo, mesmo para passar apenas uma noite, mas sobrevivemos!
O último passo antes de fechar o roteiro foi comprar os trens de ida e volta para a terra dos Beatles. Então, em dezembro de 2011, comprei pela TrainLine as passagens.
Coloquei como opção, tirar os bilhetes no auto atendimento da Paddington Station.
Tudo pronto, guias comprados (Inglaterra – Folha de São Paulo e Insight Guides- Londres a pé), agora era só fechar o roteiro da viagem, o que foi relativamente simples. Como era a nossa primeira vez em todas as cidade que íamos passar, elencamos o “imprescindível” e vimos que só teríamos tempo para eles.
Minha "madrinha" na composição do roteiro foi minha amiga de infância Vanessa, que mora em Londres desde 2010. A princípio fiz umas composições de passeios bem loucas, colocando lugares muito longes no mesmo turno... Mas com as dicas de Nessa, um mapa da cidade aberto e entendido, foi tudo se encaixando
Tudo pronto!
No 05/02/12, eu e Fernanda embarcamos e no dia 10, André e meus pais partiram para uma viagem inesquecível...
Até o próximo post, com detalhes da viagem!
Ana Paula – Doida pelo Mundo
sábado, 13 de abril de 2013
quinta-feira, 11 de abril de 2013
NY 2013: O ROTEIRO. UM VERDADEIRO QUEBRA CABEÇA DE INFINITAS PEÇAS...
Achei
que seria fácil e simples decidir o roteiro de NY, afinal era nossa segunda vez
na cidade e teríamos tempo para fazer tudo que não fizemos na primeira.
Fui para Nova York pela
primeira vez com a mala cheia de preconceitos, pois achava que “o EUA não era
rico culturalmente como a Europa", que sua cultura era enlatada, que eu só
iria achar um monte de gente consumindo desenfreadamente, que não ia ser tão bom
quanto o Velho Mundo.
Ironicamente, caí de
paixão pela Big Apple e aprendi que cultura não se resume apenas à história
antiga, mas está também na história que vivemos hoje, nas ruas. Cultura não
está só nas paredes dos museus e sim por todos os lados, está em cada pessoa,
em uma lanchonete, em cada atitude...
Durante o ano, listamos
onde queríamos voltar e o que queríamos fazer de novo. Aí que começou o
"problema"...
Queríamos voltar em quase
todos os lugares, sentir de novo algumas sensações, olhar com outros olhos,
perder a "ingenuidade" da primeira vez. Porém, ao mesmo tempo,
queríamos ir a outros pontos, outros museus, sair de Manhattan e desbravar o
mundo fora da ilha.
Alguns eventos e locais
eram "fato", um deles a NBA. Eu precisava realizar meu sonho de
adolescente e assistir um jogo do basquete americano in loco.
Em outubro, começamos a
pesquisar preços, datas, lugares nas arquibancadas, etc. Mas só deixamos para
comprar no dia 23 de dezembro. Dica: esses jogos são sempre muito
concorridos e lotam, muitos americanos compram a temporada toda, por isso é
difícil achar ingressos na “bilheteria" online, e foi o que aconteceu com
a gente.
Mesmo faltando mais de 2
meses para o jogo, os ingressos já estavam esgotados, compramos pelo TicketMaster
ingressos vendidos por desistentes e foi tudo muito tranquilo e seguro. Não sei
ao certo quanto paguei a mais pelas entradas, mas sei que valeu muito a pena!
Pagamos U$195,00 pelos dois num lugar central, relativamente alto, mas com a
vista maravilhosa. Curtimos cada jogada e cada centavo pago!
Outro programa certo era
jantar no Nobu, um restaurante japonês famosíssimo no mundo inteiro. Sabia que
ir sem reserva era impossível e que precisaríamos reservar com antecedência.
Tentei reservar através do
site opentable.com em novembro, mas não consegui, pois as
reservas só podem ser feita com no máximo 30 dias de antecedência.
No dia 9 de janeiro,
fiz nossas reservas para jantar no Nobu Next Door (em outro post conto porque
no Next Door e não no original) para o dia 07 de fevereiro.
Aos poucos a viagem foi se
configurando e, na semana anterior ao embarque, concluímos que uma terceira ida
a NY era obrigatória, pois os “blockbusters” nova iorquinos, que estavam longe de
ser clichês, tinham que ser repetidos. Central Park com a tradicional parada
para observar o Dakota, Metropolitan, Moma, Downtown, Soho, entre outros,
estavam garantidos na nossa rota.
Não poderíamos deixar de
assistir a missa gospel na AbyssinianChurch, no Harlem, já que na primeira vez
não conseguimos porque teríamos que ficar 2 horas em pé na chuva para TENTAR
entrar.
Dessa vez, não apenas
conseguimos como fomos os primeiros da fila. Vale muito a experiência. É um
programa cultural que nos ajuda a compreender a força da cultura negra
americana, a origem da musicalidade tão rica desse país e compartilhar um
ambiente diferente de tudo que já vimos com pessoas de todas as partes do
mundo. Nada mais new yorker, portanto. Mais detalhes em outro post!
Passeios desejados desde a primeira vez como o Museu da Imagem no
Queens, atravessar andando a ponte do Brooklyn e explorar o bairro, visitar Intrepid Sea-Air-Space Museum, fazer
a travessia para a StateIsland no ferry que os trabalhadores usam (fugindo do
passeio típico à Estátua da Liberdade) estavam fora da lista, pois não teríamos
tempo....
Em breve, NY 2013 dia por dia! Um viagem que foi cheia de
redescobertas e que nos fez concluir que para você realmente conhecer um lugar,
é preciso voltar pelo menos a segunda vez.
Ana Paula - Doida pelo Mundo
NY 2013: COMEÇANDO DO COMEÇO...
Decidir o destino foi fácil, tínhamos acabado de voltar de uma
viagem maravilhosa de Londres e já queríamos ter destino certo para a próxima
férias. E aí, qual seria nossa próxima aventura em que iríamos nos deliciar
planejando durante todo o ano de 2012?
Fomos a Nova York em 2011 e, como para qualquer um que "se
perde" pela Big Apple, o gostinho de quero mais ficou. Então foi fácil,
tínhamos vontade de voltar, NY é uma cidade infinita e, para melhorar, tínhamos
milhas suficientes para emitir as passagens dos dois!!!
Fechado... NY! Aí vamos nós de novo em 2013. Emitidos a passagem
de ida pelo Smiles no dia 14 de abril de 2012, uma insanidade para muitos, mas
uma antecedência mais que normal para nós dois. Conseguimos um trecho que saia
de Salvador 8 da manhã e embarcava rumo ao JFK 22h! Perfeito! Ganhamos um dia
com Fernanda (minha irmã) em Sampa, um capítulo divertido dessa viagem.
Por conta do período da volta (quarta-feiras de cinzas), não
conseguimos passagem de volta NY-SSA, mesmo com conexões, por isso, levamos
mais de 10 dias após a emissão da ida para emitir a volta. O que foi ótimo,
pois surgiu uma oportunidade maravilhosa... Volta dos EUA via Philadelphia, ou
seja, ganhamos mais um destino na viagem, mais uma experiência sensacional para
nos enriquecer! Então, no dia 26/4/12 emitidos a volta Philly - Detroit - SP.
Não conseguimos de jeito nenhum passagem para Salvador, mas não
foi problemas, com mais 20.000 pontos, "compramos" o trecho SP/ SSA.
Resumindo, com 120.000 pontos conseguimos ir a NY pela Delta Airlines, pagando
apenas as taxas de embarque ( um absurdo, por sinal, a diferença entre os
valores do Brasil x EUA!
O período da viagem: 02 a 14 de fevereiro de 2013. NY de 03 a
11/02 e Philly de 11 a 13/02.
O hotel é outra pesquisa que curto muito, pois ao entrar nos
sites de reserva e no Trip Advisor, faço uma viagem a parte, momentos de
ponderar custo x benefício, localização, transporte, conhecer (ou relembrar,
nesse caso) a lógica e a geografia da cidade. Uma bela aula de como explorar
qualquer lugar.
Por ser a segunda vez em NY, resolvemos ficar novamente na
Times Square, pois é central e turístico. Mas é fato que da próxima vez
ficaremos no Soho ou em Up Town. Queremos sentir mais o dia-a-dia nova iorquino,
sem a euforia turística.
Reservamos pelo Booking.com o Milford Plaza (700 8th Avenue,
Midtown, 10036) no dia 17/04, um hotel muito conhecido entre os brasileiros por ter um excelente custo X benefício, uma localização impecável para turistar muito (na Times Squere), com
metrô na porta e teatros da Broadway por todos os lados.
O hotel estava em reforma e minha avaliação é que ele
tem uma localização estratégica, principalmente para quem vai pela primeira
vez, te permite fazer muita coisa a pé e vale o que custa (tudo bem que, pela
antecedência e pelos valores excelentes do Booking.com, o valor que paguei
assustou até uma agente de viagem por ser tão baixo. Tá vendo o quanto vale
planejar e executar uma viagem sozinho e com antecedência?).
O Paramount Hotel (235 West 46th Street, Midtown, 10036), onde ficamos na
primeira vez, fica muito perto do Milford e é melhor, 4 x 3 estrelas, mas
estava muuuuito mais caro e, pelo tempo que ficamos no hotel durante a viagem, não valia a pena.
No dia 09 de maio, reservamos o hotel da Philadelphia pelo
Booking.com. Excelente escolha, o Club Quarters in Philadelphia (1628 Chestnut
Street) simplesmente superou todas as expectativas, da localização à
infraestrutura, com wi-fi grátis, água engarrafada, lanche na recepção de
cortesia e um quarto super confortável. O hotel fica na zona empresarial
de Philly, do outro lado do Liberty Place, um complexo
empresarial super famoso com um shopping muito bacana. Sua localização central
nos permitiu ir a pé para a maioria dos pontos que visitamos.
Combinamos de ir de trem de NY para Philly... Um erro grande!! Sem
dúvidas, a viagem de trem é mais gostosa que a de avião, mas não quando cada um
está com 2 malas grandes e cheias... Fim de viagem em NY, não precisa nem
comentar...
Ficaria mais caro ir de avião, pois teríamos que pagar por cada mala
embarcada, além do translado para o aeroporto que é longe (a Penn Station, onde
pegamos o trem, era na mesma avenida do hotel), mas teria sido confortável e
menos estressante (não foi nada fácil descer sozinha a escada rolante com duas
malas quase do meu tamanho).
Dica do trem: pagamos muito mais caro por não termos comprado as
passagens do trem com antecedência. Tivemos a oportunidade de comprar na
internet, chegamos a acessar, pesquisar, mas resolvemos comprar lá mesmo.
Resultado: tivemos que pagar cerca de U$50,00 a mais. Fica a dica: compre pela
internet, e com o máximo de antecedência, tudo o que for possível em sua
viagem.
Bem, passagens emitidas, hotéis reservados... agora era estudar,
pesquisar, se atualizar e esperar com toda calma do mundo, afinal, a viagem
começa a chegar ao fim quando embarcamos.
Até o próximo post!
Ana Paula - Doida pelo Mundo
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Quem somos nós, para onde fomos e para onde queremos ir...
Somos publicitários e amamos o que
fazemos porque o que fazemos nos permite fazer o que amamos mais ainda: viajar.
Afinal, somos Doidos pelo Mundo.
Nós, o Doido e a Doida, conhecidos
também como Ana Paula e André Pires, somos da filosofia de que “Viajar é a única coisa que você pode comprar e te faz mais rico”, já
ouvimos e lemos essa frase em vários lugares, mas não sabemos de quem, mas o
fato é que ela virou nosso objetivo: ficar ricos! Ir a teatro e shows são as
únicas atividades comparáveis a viagens para nós. Experiências, o maior
patrimônio na vida de uma pessoa.
Tomamos gosto por viajar em 2007,
quando passamos nossa lua de mel em Buenos Aires e Bariloche. Mas nos
apaixonamos perdidamente em 2009, quando fizemos nossa primeira viagem
internacional 100% por conta própria, sem contratação alguma de agência de
viagens. Planejamos tudo, da emissão das passagens aos restaurantes.
Nada contra os agentes de viagem, mas para nós, a viagem começa no dia em que o destino e a data são definidos e tudo é planejado por nós mesmos, com nossa cara, com nossa visão de mundo. Para ter graça, a gente tem que se virar e descobrir! Viajar é uma arte, um quebra-cabeça, um desafio, uma emoção, que precisa ser sentida antes mesmo de comprar a passagem até quando paramos para ver e rever todas as fotos e vídeos, ao passar horas relembrando cada momento.
Cada descoberta sobre o destino precisa ser “saboreada”, planejada,
ansiosamente esperada.
Qual a melhor viagem? Sempre a que está por vir, a que estamos planejando. As outras todas entram para o nosso patrimônio.
A ideia desse blog não é dar dicas de
viagens (isso tem de sobra pelo Google e guias, na maioria das vezes nossas
fontes), não é dizer o que é melhor ou pior, queremos dividir nossas
experiências, nosso olhar para o mundo, nossas “riquezas” e trocar ideias.
Ainda estamos começando, o que conhecemos é ainda o início do que é “básico”, mas vamos contando aos pouquinhos cada viagem que já fizemos e as que estão por vir passo a passo.
Esperamos
que aqui vocês fiquem iguais a gente: DOIDOS PELO MUNDO!!
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